Relacionamentos intencionais como meio para evangelização

Relacionamentos intencionais como meio para evangelização

Mateus 9:11: “Quando os fariseus viram isso, perguntaram aos discípulos dele: “Por que ceia o vosso mestre com publicanos e pecadores?”

O ministério de Jesus foi marcado por rompimento de barreiras de ordem relacional e cultural. Nosso mestre nessa passagem acima apresentada chama a atenção dos fariseus ao ser visto constantemente se relacionando com pessoas nada bem quistas pela sociedade da época. No entanto, a motivação do nosso mestre é apresentada por ele no verso seguinte, ao afirmar:

12 Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. 13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.”

Nesse cenário, portanto, Jesus mostra a importância dos relacionamentos para a propagação do evangelho do arrependimento. Jesus, se envolveu com a dor de pessoas, ele ouviu histórias, ele estava em momentos de dor como no velório de Lázaro, e em como tantos outros momentos do seu ministério. Jesus demonstrara amor por quem não merecia, mesmo sendo o próprio Deus.

Ao analisar o ministério de Jesus percebemos que a prática de pregar o evangelho é fundada em relacionamentos intencionais.

Dentro das nossas igrejas percebemos um grande perigo em nos fecharmos em nosso grupo social cristão. As razões permeiam desde o fato de ser mais confortável conversar com alguém que fala a mesma língua que você, ao fato de estarmos com receio de incorrer naquilo que o Salmo 1 apresenta: “sentar na roda dos escarnecedores”.

A resposta para primeira razão é encontrada na própria vida de Jesus. Ele sendo o próprio Deus se relacionou com pecadores, e quando se viu rodeados de crentes ele não parou. Ele não se conformou, ele motivou os discípulos a amarem vidas e propagarem o seu sacrifício por que eles testificaram que Ele era a resposta para a esperança do mundo, até que a igreja se formasse hoje, e o evangelho chegasse até você, caro leitor (a).

No prisma da segunda razão vemos uma resposta carregada de espiritualidade. Mas, temos que meditar acerca da perspectiva que o texto é encarado. O salmista ao revelar a dicotomia entre o justo e o ímpio ele a atrela ao fato do prazer do Justo está no Senhor, e não na roda de escarnecedores, e nem no conselho dos ímpios.

Assim, o fato de você se relacionar com pessoas não cristã por si só não lhe torna ímpio (a). O que será determinante será onde está o seu coração e como você frutifica com os não crentes. 

Seja intencional, ame, doe, seja presente na vida daqueles que necessitam de Cristo. A chance de ele ouvir um amigo é bem maior, acredite! E viva o evangelho, sua vida, seu testemunho de amor poderá ser benção na vida de tantos.

Thaynã Lima, escritora da equipe do Agraciar e é membro atuante na comunidade local.

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