DEUS E EU – O PRINCIPAL RELACIONAMENTO

DEUS E EU – O PRINCIPAL RELACIONAMENTO

Não há como falar de relacionamento, sem antes ressaltar o principal deles – com nosso Criador.
Como uma fogueira precisa de lenha para manter-se acesa, assim nós carecemos da comunhão diária com Deus – entrar no seu quarto, fechar sua porta, pegar sua Bíblia, se achegar confiadamente ao trono da graça e, com sinceridade de coração, se relacionar com aquele que é a razão pela qual existimos!

Não se trata de regra ou religiosidade, mas de construir um relacionamento saudável e de intimidade com Deus através de sua palavra, da oração, da própria natureza criada por Ele e da comunhão com os irmãos. Não ser apenas servo, mas amigo e filho!

O fato é que precisamos estar arraigados, como ramos, naquele que é a videira verdadeira. Ele que entregou sua própria vida em nosso favor, sem pecado algum, “Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.” Isaías 53:5-6

Como podemos desprezar tamanho amor?!
Ele nos amou primeiro, por isso somos capacitados a amar outros (1 João 4:19).

Quando falamos de relacionamento intencional, precisamos ter em mente que somos amados por Deus e que esse mesmo amor nos ensina e impulsiona a amar outros da mesma forma.
“Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odiar o seu irmão, esse é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” 1 João 4:20

A base para todo relacionamento cristão deve ser a comunhão e intimidade com Deus.

Quando entendemos que Deus é nosso maior exemplo, sendo Ele o próprio amor que nos ensina a amar outros, facilmente nos relacionamos com as pessoas, amamos e cuidamos assim como Deus faz conosco. Mantenhamos a chama acesa e acendamos em outros também, para que possam experimentar a beleza e graciosidade de um relacionamento com o Pai!
“E nós conhecemos o amor e cremos neste amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele.” 1 João 4:16

Esse mesmo Deus nos promete vida eterna ao seu lado. Portanto, não andemos contentados com o que há neste mundo passageiro. Prossigamos com os olhos e o coração no que é ETERNO. Essa é a esperança que nos move!

Gláucia Alencar, faz parte da equipe de escritoras do Agraciar e é uma serva atuante na sua comunidade local.

Relacionamentos intencionais como meio para evangelização

Relacionamentos intencionais como meio para evangelização

Mateus 9:11: “Quando os fariseus viram isso, perguntaram aos discípulos dele: “Por que ceia o vosso mestre com publicanos e pecadores?”

O ministério de Jesus foi marcado por rompimento de barreiras de ordem relacional e cultural. Nosso mestre nessa passagem acima apresentada chama a atenção dos fariseus ao ser visto constantemente se relacionando com pessoas nada bem quistas pela sociedade da época. No entanto, a motivação do nosso mestre é apresentada por ele no verso seguinte, ao afirmar:

12 Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. 13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.”

Nesse cenário, portanto, Jesus mostra a importância dos relacionamentos para a propagação do evangelho do arrependimento. Jesus, se envolveu com a dor de pessoas, ele ouviu histórias, ele estava em momentos de dor como no velório de Lázaro, e em como tantos outros momentos do seu ministério. Jesus demonstrara amor por quem não merecia, mesmo sendo o próprio Deus.

Ao analisar o ministério de Jesus percebemos que a prática de pregar o evangelho é fundada em relacionamentos intencionais.

Dentro das nossas igrejas percebemos um grande perigo em nos fecharmos em nosso grupo social cristão. As razões permeiam desde o fato de ser mais confortável conversar com alguém que fala a mesma língua que você, ao fato de estarmos com receio de incorrer naquilo que o Salmo 1 apresenta: “sentar na roda dos escarnecedores”.

A resposta para primeira razão é encontrada na própria vida de Jesus. Ele sendo o próprio Deus se relacionou com pecadores, e quando se viu rodeados de crentes ele não parou. Ele não se conformou, ele motivou os discípulos a amarem vidas e propagarem o seu sacrifício por que eles testificaram que Ele era a resposta para a esperança do mundo, até que a igreja se formasse hoje, e o evangelho chegasse até você, caro leitor (a).

No prisma da segunda razão vemos uma resposta carregada de espiritualidade. Mas, temos que meditar acerca da perspectiva que o texto é encarado. O salmista ao revelar a dicotomia entre o justo e o ímpio ele a atrela ao fato do prazer do Justo está no Senhor, e não na roda de escarnecedores, e nem no conselho dos ímpios.

Assim, o fato de você se relacionar com pessoas não cristã por si só não lhe torna ímpio (a). O que será determinante será onde está o seu coração e como você frutifica com os não crentes. 

Seja intencional, ame, doe, seja presente na vida daqueles que necessitam de Cristo. A chance de ele ouvir um amigo é bem maior, acredite! E viva o evangelho, sua vida, seu testemunho de amor poderá ser benção na vida de tantos.

Thaynã Lima, escritora da equipe do Agraciar e é membro atuante na comunidade local.

Relacionamentos da Bíblia que apontam para Cristo

Relacionamentos da Bíblia que apontam para Cristo

Quando o Senhor criou o homem, viu que não era bom que este estivesse sozinho, e trazendo Eva à Adão, formou o primeiro tipo de relacionamento humano, cheio de bondade e perfeição.


A partir deste relacionamento todos os outros foram sendo formados, e isso não foi obra do acaso. Deus sabia e desejava que os homens tivessem relacionamentos que durassem e assim glorificassem seu nome.
Mas como todas as coisas, os relacionamentos foram contaminados pelo pecado e o propósito real destas coisas foi desaparecendo no meio de nossos círculos de amizades. Agora nos relacionamos não somente – ou principalmente – para glorificar a Cristo, mas muitas vezes para inflar o nosso ego e para satisfação de nossos desejos.


Sendo assim, devemos avaliar as motivações do nosso coração ao nos relacionarmos, assim como precisamos aprender a amar o próximo como a nós mesmos.



Há, em particular, um rico exemplo explorado na Bíblia: a amizade de Paulo e Timóteo.


1. Em primeiro lugar, Paulo foi intencional ao se aproximar de Timóteo. Seu coração se apegou ao daquele jovem de modo que Paulo o chama de “filho na fé”. Em seu relacionamento, havia não somente o desejo de ser ajudado em suas aflições mas de ser ensinado o caminho da retidão à Timóteo Paulo estava disposto a ensinar o que fosse necessário para que este pudesse cumprir a vontade do Senhor.
E aqui há algo muito importante: o foco não era que por meio de sua amizade ele pudesse agaranhar benefícios, mas dar-se ao outro a ponto de, se necessário, morrer por isto.


2. Em segundo lugar, outro ponto é que havia amor na correção e na instrução. Paulo não ensinava de modo a se vangloriar por talvez ter conhecimento mais profundo que os jovem Timóteo, mas esse sério amor ensinava ele o que de Cristo havia aprendido. E por fim, o jovem Timóteo, com singeleza de coração, recebia de seu amigo e pai na fé aquilo que era dito. Assim como Paulo foi em muitos momentos de grande ajuda a Timóteo, o jovem pastor também foi uma braço forte nas aflições do apóstolo, permanecendo com ele em suas em suas prisões e vergonha.


Como o ferro afiando ferro, a amizade verdadeira corrige em amor enquanto carrega o próximo em seus lombos. Cristo se entregou por nós e nos chama de amigos ele próprio se entregou e permaneceu fiel de modo que em nossos relacionamentos devemos ser guiados pelos modelos bíblicos amando corrigindo e cuidando daqueles a quem amamos não na busca por benefício próprio, mas do outro.

Nadya Santos, faz parte da equipe Agraciar como escritora, e é um membro atuante na sua comunidade local (IEB Floriano).

Carta sobre a Graça que cura

Carta sobre a Graça que cura

Certa vez li que quando nossas feridas são curadas em Deus, elas tem o poder de curar outros, então, se as minhas de certa forma curar as suas, me gloriarei em cada uma delas.

Quero falar para você sobre como a graça reverbera por meio dessas feridas, ainda que eu seja incapaz de capturar todos os momentos em que ela agiu.

A graça que transforma nossas dores em força para ser suporte.

Que remenda os trapos da nossa vida, Que atua nos dias mais tenebrosos, e que junta cada caco quebrado em nós

E que nos perdoa, mesmo quando nos dilaceramos porque não conseguimos nos perdoar

Muitas vezes achamos que não vale a pena recomeçar porque temos medo de fracassar novamente, mas ainda assim, RECOMECE ! No vale da sombra da morte sempre haverá alguém lá nos esperando, ainda que nosso amor seja imperfeito e inconstante, esse alguém sabe que somos pó.

Solidão tem um gosto amargo, traição nos despedaça, ansiedade nos tira o fôlego ao ponto de sufocar,o medo nos aprisiona e culpa nos quebra em mil pedacinhos, sei bem de tudo isso, mas sei também que a poeira abaixa, que abraços chegam e nos tira do poço mais profundo das nossas almas, que o folego volta, o coração afrouxa, que o medo cessa e que até vasos quebrados podem abrigar flores.

Sorriso no rosto nem sempre é sinal de paz por dentro.

Segurança no olhar não significa ausência de medo

Passos seguros não quer dizer que nós não nos perdemos de nós mesmas

Expectativas não significa que ainda há fé e força para sonhar

Mas Jesus vai além dos nossos sorrisos forçados, Ele vê os medos trancados no nosso coração, Ele deixa as 99 para ir ao nosso encontro quando nós nos perdemos tanto que já nem sabemos mais voltar, Ele tem interesse não no aparente aos olhos, mas no que nós somos Nele e Nele até nossas raízes mais secas podem brotar novamente.

Quando os dias são maus eu grito enquanto oro, ainda que não saia um único som da minha boca, Cristo entende essa agonia porque ele mesmo sentiu isso quando pisou nesse mesmo chão.

Eu olho para o céu e choro sem encontrar uma palavra para falar, então fico quietinha e permito que O AMOR me abrace em silencio, e Ele abraça, trazendo sossego e afrouxando o peito.

E O escuto falar baixinho: Eu venci o mundo, apesar das suas tribulações, Eu estarei com vocês até o fim, não precisa se sentir sozinha, nada separará você do Meu amor, minha graça basta, ela basta.

A graça é para gente assim como nós

É um aconchego para os desesperados

É fonte de agua viva para quem está morrendo

É recomeço para os fracassados

Perdão para os culpados

Esperança para os que não se permitem mais sonhar

É mão estendida para quem caiu e sem forças, permanece no chão

A graça é assim, esmiúça cada parte nossa e tece de forma assombrosamente maravilhosa uma nova história. Então, suas feridas são curadas por meio das cicatrizes Dele, que elas também tenham o poder de sarar outras, apesar de toda e qualquer dor que elas tenham lhe feito.

 

 

 

 


Carta a um coração fraco

Carta a um coração fraco

Nossos passos, quais tem sido eles?
Espero que não diga a si mesmo que tudo tem ido bem
Se não é isto que esta alma enfadada sente.
Talvez tenha tentado, com todas as forças dizer que a alegria permanece aí nas aflições
Mas ainda assim, sente não ter forças para desfruta-la.
Há tanto barulho aí, que é difícil ouvir consolo.
Você é fraca, você sabe disso
E saber disso, pode te perturbar um pouco.
Você não deseja fraqueza. Quem deseja?
Mas quando se sentir fraca, destrutível e maligna para si mesma,
Saiba que você necessita se agarrar a algo.
Na verdade, em alguém.
Em sua impotência, se recorde que não é você que se sustem.
Na verdade, você nunca poderia fazer isso.
Há um poder. Há alguém mais forte que você.
Este, ou estes alguns, não possuem fraquezas, nem limitações,
E é nisto que você deve se agarrar.
Para ser sincera, são Eles que te agarram
E mesmo que como Pedro, sua fé vacile na tempestade,
É Cristo quem te estende a mão e te sustenta
Aí você pode se lembrar que nas suas multidões de fraquezas,
O poder do Senhor é aperfeiçoado em você.
Eu desejo que na sua fraqueza e nas suas tristezas
Você possa ver a Cristo te mantendo de pé
Mesmo em meio as tempestades
Ele te possuí
E não só te possuí, como te vê de forma amorosa
Você o possuí!
Se agarre na certeza de que Ele é soberano sobre todas as coisas
Soberano até mesmo acima das tristezas
Soberano acima das suas fraquezas
Soberano sobre as suas aflições
Soberano sobre as suas doenças.
Cristo te sustem
A esperança da Salvação é ter Cristo, Senhor,
Conosco até a consumação dos séculos
E que esse seja o maior consolo desse coração aflito
E temeroso

Carta a um coração aflito

Carta a um coração aflito

Eu sei que há medo.
Eu sei que as nossas experiências de outrora sempre estão ali para nos trazer tristeza.
Eu sei que o fato de você não conseguir te abate, e te desânima.
Eu sei que há culpa por estar em um ciclo de profunda tristeza. Eu sei que você se pergunta, por que estou assim, se eu sei que Deus está no controle de tudo?

Tais pensamentos vagueiam nossas manhãs gerando crises de choros, e questionamentos… e quando de repente caímos em si, há culpa, há confusão. E o ciclo continua…

Eu sei que talvez as verdades que você acredita estão ali, mas estranhamente você não consegue acessá-las, e seus olhos só são capazes de olhar para uma coisa: o problema.

Mas, é justamente em mais uma crise, que o Senhor em soberana graça vem e te mostrar que ele está ali para te dar os próximos passos. Não será você que controlorá o processo! O seu pai de amor está com você, e graças a Ele por isso.

A sua palavra nos lembra que quando reconhecemos tal fraqueza, a graça de Deus está ali para se aperfeiçoar em você.

Sabe, Tudo bem em você não ser forte, tudo certo você não enxergar os próximos passos.

O Senhor deseja que nesse vale nós nos relacionemos com ele. Esse momento pode ser uma experiência com ele, creia nisso.

Você não está só, há um lugar seguro que te espera: os atrios do pai. Se comunique com ele, peça!
O senhor diz que nos dará descanso, isso me lembra que preciso pedir. O nosso mestre tem um convite de esperança, e de descanço!

Você não precisa levar tudo sozinho, o evangelho não é sobre o que fazemos, mas o que Rendentor fez na Cruz.

Lembre-se, Seu pai celestial te conhece e provê. Fale com ele!

Lembre-se que ele fez uma igreja, um corpo de Cristo que pode caminhar com você. Ainda que você ache melhor viver sozinho, Deus te dar os recursos da graça dEle para te amparar.

Diga essa verdade para o coração aflito: não há nada que venha a acontecer na vida dos filhos que Deus que a graça do nosso pai não esteja ali conosco

Carta a um ansioso

Carta a um ansioso

Antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que a pessoa que vos escreve não está alheia ao problema que você passa, porque ela também entende o que é mergulhar numa multidão de pensamentos irreais que a fazem afundar. Ela sabe o que é passar dias a fio com um pensamento latejando em sua mente, mesmo que ele não seja real, mesmo que seja algo que nunca acontecerá. A pessoa que escreve a você sabe o que é carregar o peso por uma culpa do passado, ser atormentada pelas memórias de um erro que jamais deseja cometer novamente. Ah, ela também sabe como é esse negócio de imaginar o que as pessoas pensam sobre ela. A mente dela nunca para, está sempre pensando, pensando, pensando e chega uma hora em que ela só quer parar de pensar. Sim, esta que vos escreve sabe muito bem.
Mas há esperança. Há esperança para esta moça que fala com você por meio desta carta. Há esperança para você também. Há esperança para todo abatido de espírito. Há esperança para esse povo agoniado que vive preocupado com o amanhã.
Existe no céu, um Deus que acalma o coração do aflito. E na sua palavra, ele diz para não nos preocuparmos com o amanhã, porque até os pássaros do céu, que nem semeiam nem segam, são sustentados por Ele. Ele também nos dá a certeza de que pecado algum poderá nos encobrir se estivermos libertos no amor de seu Filho, ele diz “tomem sobre mim o meu jugo, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Um Deus que se compadece do abatido, que os chama e diz “eu darei descanso a vocês, sou manso e humilde de coração”.
Às vezes o nosso maior problema está no fato de não colocarmos a nossa confiança neste Deus. A dor, o medo, a insegurança, as preocupações com o amanhã, revelam em nós algo que acompanha o homem desde a queda: o desejo por fazer tudo por nossas próprias mãos. Mas nos esquecemos de que viver confiando em alguém maior que nós mesmos é um caminho muito mais proveitoso. Ele prometeu cuidar de nós, e Ele cumpre suas promessas.
Ele é o dono do amanhã, para você que sofre com o medo do futuro; Ele apagou os nossos pecados por meio de Cristo na cruz, para você que sofre com as culpas do passado; Ele restaura a nossa mente e coração, para você que sofre com pensamentos intrusivos; Ele te enxerga como um filho amado, para você que sente-se insegura diante da opinião das pessoas; Ele é manso e humilde de coração, e sabe de uma coisa? Ele, mais do que qualquer pessoa, entende a dor que você passa. Afinal de contas, Ele levou sobre si as nossas dores. Naquela cruz, Cristo sentiu todo peso, angústia e sofrimento da humanidade. Lá, no calvário, sua ansiedade foi depositada em Cristo. Ele se compadece, e quando sofremos, ele também sofre. Que maravilha é termos alguém assim. Por isso, confie! Confie nele mesmo que as circunstâncias digam o contrário, mesmo que seu coração enganoso esteja cheio de incertezas quanto a Ele, confie, confie e confie. Nossa maior esperança está em Cristo e na certeza de que Ele nos segura firmemente em sua mão.

MEIOS PRÁTICOS PARA ALIVIAR A DEPRESSÃO

MEIOS PRÁTICOS PARA ALIVIAR A DEPRESSÃO

“Minha vida é obra de tapeçaria
É tecida de cores alegres e vivas
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes                                                                                                                                        

Se você olha do avesso
Nem imagina o desfecho
No fim das contas
Tudo se explica
Tudo se encaixa
Tudo coopera pro meu bem                                                                                                                        

Quando se vê pelo lado certo
Muda-se logo a expressão do rosto
Obra de arte pra honra e glória
Do Tapeceiro”

Stênio Marcius tem razão, nossa vida é como uma obra de tapeçaria, muitos fios e várias cores. No começo é um emaranhado confuso, misturado e até sem sentido, mas lá no final quando está pronta, entendemos a beleza que o Grande Tecelão fez.

De forma prática o que fazemos então enquanto a peça da nossa vida vai tomando forma? (E aqui do outro lado não é uma pessoa alheia e distante do seu sofrimento, eu entendo e sei exatamente o que significa angustiar-se até a alma). Por isso, leia com atenção o que podem fazer em dias ruins, sem querer ser simplista, mas passos pequenos nos levam a longas distancias também.


1. AGARRE-SE A DEUS ainda que seja com as migalhas da fé que luta para sobreviver, o momento que você mais precisa de Deus é quando está submersa na depressão. Cristo foi morto para que pudéssemos ter paz, as feridas feitas Nele trás cura, seu suor, sangue e lagrimas foram por você, e isso alivia nossas cargas hoje. Quando Ele ressurgiu preparou um lugar de glória para todos nós e nos fez vencedores, Sua graça abunda onde nossas falhas nos esmagam, Sua fidelidade é eterna e independe da nossa, Seu amor é poderoso e nenhuma culpa que nos sobrevenha pode diminuí-lo, por isso, não desista, um dia nossas mãos serão postas sobre as mãos perfuradas Daquele que venceu por nós, e nesse dia enfim, nos deleitaremos felizes.


2. OLHE PARA TRÁS, para algum ponto da sua vida e veja o que Senhor já fez, lembre-se das orações respondidas, do socorro que chegou, do alívio oportuno, do abraço que acalmou e da providencia que permitiu você seguir, reveja os ‘sins e nãos’ como atos de misericórdia de um Pai que sabe exatamente o que é bom para cada um de nós e recorde-se daquilo que pode dar esperança. Sua bondade permanece imutável, seus ouvidos estão inclinados, seu colo ainda é nosso refúgio e seus braços permanecem abertos, mesmo que os medos, inseguranças e angustias queiram te convencer do contrário.


3. PROCURE ALGUÉM para conversar, ou quem sabe, apenas compartilhar silêncios, alguém que seja um bom ouvinte (com ligações ou mensagens não importa se você está aqui pertinho ou do outro lado do mundo, se precisar é só chamar viu), por mais que seja difícil falar ou expressar aquilo que sentimos, nós expurgamos nossas dores quando falamos. Não estamos sozinhos, embora seja isso que passe na nossa cabeça; por isso busque ouvidos pacientes, olhos que não julgam e abraços que confortem.


4. FAÇA EXERCICIOS FÍSICOS sempre, vista uma roupa confortável, ponha um tênis, um fone com uma boa música e saia de casa, acredite, voltará melhor. Quando fazemos isso há estimulação e aumento de hormônios que nos proporcionam bem-estar e felicidade, contudo, quando eles estão em níveis baixos, até sair da cama é difícil.

A ENDORFINA liberada com a prática do exercício físico ajuda a aliviar o estresse, a tensão e a ansiedade e, consequentemente, traz a sensação de bem-estar por seu caráter analgésico.             

A DOPAMINA nos motiva a perseguir metas e nos dá uma onda de prazer quando a atingimos, está ligada ao ciclo de recompensa.                                                                                                                  

A SEROTONINA flui quando você se sente importante ou faz algo significativo, ajuda a equilibrar o humor e é benéfico para a vida sexual, apetite, sono, memória e aprendizagem.                              

A OCITOCINA é conhecida como o “hormônio do aconchego ou amor”, ela desencadeia empatia e ajuda a criar intimidade, confiança e a construir relacionamentos saudáveis ao proporcionar calma e segurança.

Portanto, fazer algum tipo de exercício não é meramente treinar o físico, mas é cuidar dos aspectos psicológicos e sociais também.


A caminhada não é fácil, mas enquanto anda no vale tenebroso, olhe para a montanha, ou melhor, olhe para a Rocha que é Cristo, lá encontrará renovo e fôlego para mais um dia, e não se preocupe não, quando menos perceber será aurora perfeita.

Se chegou até aqui, ore como certa vez orou Agostinho:

“Deus, há dias em que o peso que carregamos esfola os nossos ombros e nos oprimem, nossas vidas não possuem música, nossos corações estão solitários e nossas almas perderam a coragem. Inunde o caminho de luz, volte nossos olhos aos céus que está cheio de promessas, encha nossos corações com canções intrépidas e avive os nossos espíritos para a Tua glória e honra.”

Como ajudar uma pessoa com transtorno mental?

Como ajudar uma pessoa com transtorno mental?

Tendo em vista que a Igreja de Cristo é um corpo composto por diversos membros com suas complexidades e particularidades, e que é dever de cada um destes membros cuidar e zelar pelo próximo, se faz necessário uma abordagem à Igreja sobre como lidar com pessoas em situação de adoecimento mental.

É cada vez mais comum, entre jovens, adultos, idosos e até mesmo crianças, casos de depressão, ansiedade, transtorno afetivo bipolar, TOC, entre outros distúrbios mentais.

Como eu, como servo de Cristo e do meu irmão, posso ajudá-lo de maneira eficaz?

No último post do nosso blog, chegamos à conclusão de que a graça comum atinge todas as áreas do conhecimento humano, inclusive a psicologia. Aprendemos que apesar de a Bíblia SER SUFICIENTE em seu propósito (revelar Deus ao mundo e o evangelho de Jesus Cristo), o Senhor também utiliza meios extra-bíblicos para cuidar do seu povo. Devemos olhar para os dois lados e buscar o equilíbrio necessário para lidar com as situações.

Por isso, se você acompanha algum irmão que passa por problemas mentais, seja discipulando, seja um amigo próximo, alguém da sua família, ou um liderado, nosso desejo é que através deste post possamos abrir um pouco a sua visão para formas de ajudar a quem precisa.


QUEBRE O PRECONCEITO QUE EXISTE EM SEU CORAÇÃO

Apesar de ser cada vez mais comum o diálogo entre cristãos sobre os transtornos mentais, também ainda é comum vermos pessoas que menosprezam a dor do outro. Até mesmo quem sente-se no dever de ajudar a um irmão que passa por uma situação de sofrimento, por vezes pode chegar a se questionar: será mesmo que isso tudo não passa de drama?

Esta que vos escreve já passou por momentos angustiantes de ansiedade e posso com todas as letras afirmá-los que: não! Não é drama! Somente quem sente na alma e na mente a dor de um transtorno mental sabe o que é. Por isso, minha irmã/meu irmão, nunca, jamais, em hipótese alguma, menospreze a dor do outro.

Zack Eswine, no livro A Depressão de Spurgeon traz o seguinte comentário:

“De acordo com Charles, é fato que “pessoas com uma mentalidade forte são muito aptas a serem duras com os companheiros nervosos” e falarem “de maneira áspera com pessoas que são muito deprimidas de espírito”, dizendo: “realmente, você deveria despertar desse estado”. O resultado é que uma pessoa forte diz a outra pobre e sofredora: “Coisa sem sentido! Tente se esforçar!”. Porém, quando faz isso, diz “uma das coisas mais cruéis que pode ser dita a um sofredor”, e tentando ajudar “apenas inflige mais dor”. O que nos faz ministrar um cuidado impaciente em relação à depressão? Julgamos os outros de acordo com nossas circunstâncias e não de acordo com as deles.”

Devemos estar prontos a ouvir e apoiar nossos irmãos angustiados.


NÃO COLOQUE MAIS PESO SOBRE OS OMBROS DE QUEM SOFRE

Uma pessoa que tem algum tipo de transtorno mental já sente carregar o mundo nas costas, impor mais peso sobre ela é acabar de derrubar quem já estava ao chão, e existem muitas formas de fazer isso.

Comentários ásperos, apontar erros do passado, afirmar que o motivo de sua doença é algum pecado ou que é falta de fé. Existem outras situações, mas vejo que estas são as principais.

Como alguém que já sofreu com ansiedade e com o medo constante de estar pecando contra o Senhor por estar nesta situação, posso afirmar que acusar pecados como a causa do problema só gera mais problema. De fato, existem casos em que a angústia vem pelo pecado, como foi o caso de Davi; mas nem sempre este é o caso. Como já sabemos, as patologias mentais podem ter diversas causas e grande parte delas não tem cunho espiritual.

Devemos estar atentos à situação do nosso irmão e nos perguntarmos: será, realmente que o caso dele envolve algum pecado? Como posso abordá-lo quanto a isso sem causar maior sofrimento? Nesse momento, contamos com a ajuda do Espírito que nos dá o discernimento. Por isso, é importante que, para ajudar outra pessoa, nós estejamos firmes em Cristo e em comunhão com Ele, para que estejamos sensíveis ao que o Espírito falar aos nossos corações.

No seu livro, Depressão e Graça, Wilson Porte Jr traz o seguinte:

“É importante que aqueles que auxiliam os que sofrem sejam encorajados a lidar com os depressivos, fugindo da ideia inicial de ser um demônio ou um pecado em sua vida. Com isso, não afasto a possibilidade de ser um pecado (ou um demônio); apenas defendo que não se deve partir, inicialmente, dessa premissa. Se fizermos isso, creio que iremos “prejudicar alguns do precioso povo de Deus em seus momentos de maior fraqueza.”

Devemos ter todo cuidado quando buscarmos aconselhar alguém que sofre. Frases de efeito, versículos isolados, uma rápida e única oração, não são suficientes.

Trago mais um trecho de Zack Eswine:

“Jesus nos ensina sobre aqueles que colocam seus fardos pesados sobre os outros, mas não levantam um dedo para ajudar (Mt 23.4). Ainda achamos que frases batidas e desgastadas ou a elevação de voz podem curar feridas profundas. Uma pessoa “pode ter uma grande aflição espiritual, e alguém que não entende sua dor como um todo pode lhe oferecer um consolo muito leve”. Como um médico que oferece uma pomada comum para uma ferida profunda, “dizemos coisas para uma pessoa intensamente angustiada que na verdade só agravam o seu mal.” Charles nos relembra as Escrituras a esse respeito: “como quem se despe num dia de frio e como vinagre sobre feridas, assim é o que entoa canções junto ao coração aflito.” (Pv 25.20). Tentamos controlar aquilo que deveria ser em vez de nos rendermos ao que realmente é. Não devemos “julgar severamente como se as coisas fossem como teoricamente as colocamos, mas devemos lidar com as coisas como elas são, e não se pode negar que alguns dos melhores crentes são, por vezes, lamentavelmente colocados nessa situação”, até mesmo “para saber se eles são crentes de verdade”. As Escrituras nos ensinam sobre os amigos de Jó que lutaram com esse exato ponto. Resistimos a ser humildes acerca de nossa falta de experiência.”

LEMBRE-SE QUE A PESSOA É MAIS DO QUE O SEU TRANSTORNO MENTAL

A pessoa continua sendo uma pessoa. Ela não é o transtorno mental que carrega. Por isso, devemos tratá-la como quem ela é: um ser humano, com particularidades, uma história de vida, gostos e sonhos. Tratá-la baseada no seu transtorno, pode fazer com que a pessoa sinta-se presa a ele, como se estivesse condicionada a viver para sempre na mesma situação, e isso por gerar uma estagnação (a pessoa acaba por se conformar com o seu estado e não busca uma mudança).

Você pode ajudar chamando-a à responsabilidade. Fazê-la lembrar que ela é maior que o seu transtorno e que existem formas de vencê-lo. Incentive-a a continuar tomando os medicamentos de forma correta (vale ressaltar! Pois existem muitos casos de pessoas que exageram na quantidade de remédios na falsa expecativa de “melhorar logo” ou que abandonam o uso dos medicamentos com a mesma e falsa expectativa; em ambos os casos a consequência é negativa e danosa; também vale lembrar que existem igrejas, até mesmo irmãos menos informados em nossas congregações que aconselham os fiéis/irmãos a cessarem a administração medicamentosa, isso é de uma irresponsabilidade imensa; devemos orientar aos irmãos quanto a isso também. Sugiro que leiam este artigo sobre as consequência da abstinência de anti-depressivos/ansiolíticos), incentive-o a fazer terapia, incentive-o a praticar atividades que ele gosta, chame-o para conversar sobre outras coisas, faça coisas que podem lembrá-lo de quem ele é e de que a vida real acontece fora da imagem deturpada que ele criou em sua mente.


MOSTRE QUE VOCÊ ESTÁ ALI PARA ELA

Apoie verdadeiramente, esteja perto e demonstre que se importa. Que não seja algo da boca para fora, mas que haja no seu coração o desejo de cuidar e zelar por esta pessoa.

No entanto, deve-se tomar bastante cuidado para não tornar-se um super-herói na vida desta pessoa. Não faça de tudo por ela, incentive-a a fazer as coisas sozinha, sem que você tenha que estar sempre presente. Incentive a autonômia dela.

Ore e peça a Deus sabedoria para cuidar de maneira a impulsinar o outro a sair da situação, evitando que haja uma visão de que você quem irá tirá-la de lá.


LEMBRE-A SEMPRE DE QUEM ELA É EM CRISTO E DA SUFICIÊNCIA QUE ENCONTRAMOS NELE

Já vimos que a pessoa com transtorno mental é alguém que está para além do seu transtorno. Fora a sua individualidade como ser humano, existe algo que também está além da doença que ela carrega: sua identidade em Cristo.

Procure trabalhar com esta pessoa quem ela se tornou por meio de Jesus. O nosso querido Salvador nos redimiu por completo: não há mais culpa em nós! Por meio de Cristo fomos feitos filhos de Deus; esta é a nossa identidade. Relembre a esta pessoa quem ela realmente é: um filho amado e remido.

Pessoas que sofrem com transtornos mentais, geralmente tendem a ter uma visão deturpada de si mesmas, por isso relembrá-la da sua identidade em Cristo é de fundamental importância, principalmente se ela for cristã.

Além disso, é importante estar sempre relembrando que em Cristo podemos encontrar plena satisfação. Uma pessoa que tem em Cristo sua fonte de alegria e satisfação, mesmo que passe por momentos de sofrimento, encontrará consolo. Por isso, tente lembrá-la das promessas do Senhor, do amor de Deus, da Graça redentora de Jesus e principalmente da FIRMEZA que temos em Cristo: Ele não abandona seus servos, Ele não larga a mão do abatido; se estamos sofrendo, Ele se compadece de nós pois Ele sofreu a mesma dor. Como diz Dane Ortland no livro Manso e Humilde:

“A nossa dor nunca prevalece sobre aquele que dela compartilha. Nunca estamos sozinhos. Aquela angústia que parece tão solitária, tão nossa, foi vivida por ele no passado e no presente ele a leva nos ombros.”

Cristo sabe o que é ter uma angustia profunda no coração e na mente, Ele está conosco no sofrimento, e mesmo que a nossa fé vacile, podemos ter certeza de que Ele nos sustentará.

Mas ATENÇÃO! Ao abordar isto, não imponha como a solução para os problemas dela. Explane a verdade do evangelho, mas incentive-a a buscar ajuda caso haja necessidade. Deus derramou graça na ciência para o cuidado de seus filhos.


ORE

Por último, é sempre importante lembrar: ore! Ore pela vida da pessoa que o Senhor te entregou para cuidar, ore para que Ele te dê sabedoria e discernimento, ore para que o Senhor dê perseverança para ambos durante a caminhada do cuidado.
Sabemos que o inimigo age sorrateiramente em casos assim, por isso, devemos estar vigilantes, firmes no Senhor, na palavra e na oração.

Lembre-se: você não é o super-herói desta pessoa; você não é capaz de salvá-la. Coloque nas mãos do sustentador do universo e confie de que Ele fará através de você.


Existem várias outras maneiras de ajudar; elencamos apenas algumas que consideramos essenciais; mas o Senhor usa diversos meios para cuidar de seus filhos. O primeiro passo para o cuidado é falar sobre isto. Então, falemos! Cuidar do irmão com enfermidade mental também é pregar o evangelho, além disso, é vivê-lo na prática.

Se vejo o meu irmão padecer de dores emocionais e não faço nada, que tipo de cristão eu sou? Por isso, minha irmã/meu irmão, hajamos de acordo com o que dizemos professar. E que não seja apenas durante o mês de setembro, mas todo dia, a todo momento.

GRAÇA COMUM E DOENÇAS MENTAIS

GRAÇA COMUM E DOENÇAS MENTAIS

Partindo do pressuposto que o sofrimento é inerente ao ser humano e que em algum momento da vida podemos sentir angústia, tristeza ou ansiedade, há casos considerados clínicos e casos não clínicos.

Mas o que poderia ser considerado um caso “não clínico”?

Bom, cada caso é um caso, mas podemos imaginar uma ansiedade que não é patológica, podendo ela ser comum em alguma fase da vida e que, necessariamente, não seja considerada um transtorno mental.

O fato é, precisamos reconhecer que as pessoas tem diferentes problemas emocionais/mentais e nem todo mundo (ou nem todo caso) vai melhorar com uma simples frase de motivação, oração ou leitura da Palavra. Destaco, isso não diminui a suficiência da Palavra de Deus!

A Bíblia, de fato, não é insuficiente, não no que ela se propõe a fazer. A Palavra é, em excelência e suficiência, eficaz em mostrar ao pecador a sua condição de pecado e apontar a solução, que é o Evangelho, a essa condição. Além disso, ela também aponta para a antropologia, como e do que somos feitos, o que engloba as nossas emoções.

Para casos a nível clínico, é necessária uma intervenção que garanta melhorias na vida de quem sofre com os transtornos. A princípio, esse deve ser o nosso pensamento, pois, por mais que o Senhor não tenha nos prometido alegria plena e ausência de sofrimentos, isso não quer dizer que devemos deixar de viver em paz e com qualidade de vida durante nossa peregrinação.

Contudo, percebemos a dificuldade da Igreja em abrir portas para meios que podem contribuir na melhora de uma doença mental.

Com essa postura, negamos a Graça comum do Senhor presente na ciência para o benefício da humanidade.

Abraham Kuyper diz que

“muitos cristãos se sentem ameaçados pela ciência, creem que não é digna de confiança e que afronta a fé”.

Então, como proceder?

Vamos falar sobre o conceito de Graça comum. Para Kuyper,

“é a restrição exercida por Deus sobre os efeitos totais do pecado após a Queda; a preservação e a manutenção da ordem criada; e a distribuição dos talentos aos seres humanos”.

Ou seja, após a Queda, o pecado afetou até mesmo o que viesse a surgir da mente humana. Mas o Senhor, em sua graça, alcança e redime essa situação, de maneira que é possível que coisas boas surjam das mãos humanas tanto dentro como fora do relacionamento pactual com Deus.

E isso inclui a ciência desenvolvida pela reflexão humana.

Pessoas cristãs e não cristãs, continuamente, contribuem para o desenvolvimento da sociedade como um todo. Por isso, contanto que isso não vá contra os pilares principais da nossa fé, podemos crer que o Senhor permite nosso interesse em outros meios que nos ajudem a progredir nessa vida, inclusive a psicologia e a psiquiatria para casos de transtornos e doenças mentais.

Precisamos evitar os extremos de que tudo é patológico, mas não podemos rejeitar que há casos em que é necessário um acompanhamento e tratamento profissional.

“Cuidamos das doenças do corpo muito prontamente. Elas são muito dolorosas para nos permitir dormir em silêncio e logo nos impelem a procurar um médico ou cirurgião para nos curar. Oh, quem dera fôssemos assim tão atentos em relação às mais sérias feridas de nosso homem interior.”
(Charles Spurgeon)

E como Cristo mesmo nos diz:

“Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância” (João 10:10).

Que busquemos viver abundamente para a glória do Senhor!